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  Sabe quando você tem uma ideia batuta e depois descobre que alguém teve uma ideia parecida, daí você fica sem saber se continua com aquela ideia ou não? Pois é, assim foi a concepção de Cellatrix, o novo oneshot do grupo Gibitales e que foi lançado na última segunda feira pela Conexão Nanquim.

  Em 2002 a globo exibia em sua extinta programação infantil (ainda tem nas manhãs de sábado? Ah, tá...) um anime chamado Power Stone, inspirado no Game homônimo. Eu fiquei viciado naquela droga que substituiu minha sede por Dragon Ball que passava de tarde (na mesma hora em que eu me encontrava na escola concentrado em meus desenhos na folha de matéria enquanto a professora falava qualquer coisa que eu não entendia). Foi aí que eu, com minha incrível habilidade de criar minhas próprias versões de desenhos animados famosos achando que estava sendo original, inventei o personagem Pedro (que na época se chamava Falcon) com suas incríveis e super-autênticas Esferas do Poder. De lá pra cá muita coisa mudou.
Eis então que, em 2006 eu me juntei com o Rafa pra montar o grupo que hoje você conhece como Gibitales. Nessa época eu já tinha mudado toda a concepção da história que tinha como base o uso de celulares que transformavam matéria em dados armazenáveis. Mas foi só em 2010 que nós resolvemos passar tudo pro papel e então pedi pro Rafa fazer o roteiro (o cara é realmente bom nisso) e assim deu-se origem à história que hoje está disponível na Conequim.
  A história é sobre um cara chamado Pedro que recebeu em sua casa um estranho pacote contendo um chip de uma operadora misteriosa chamada Cellatrix. Mesmo com um pouco de receio o cara, incentivado pela namorada, resolve testar o chip e acaba se metendo em uma encrenca dos diabos. Agora, pra desativar o plano, o cara vai ter que acumular créditos através de lutas contra  bestas sobrenaturais que aparecem do nada e tentam devorá-lo, até ter o suficiente para solicitar o cancelamento.
  O roteiro é genial como todos os roteiros do Rafa. Eu realmente sou fã do cara, então sou meio suspeito pra falar. Mas é verdade, o roteiro é muito bom mesmo. Apesar de algumas coisas inexplicadas como: por que raios o mané não joga o chip fora? Claro que há uma explicação pra isso, mas não fica claro na história. Os desenhos foram feitos por mim, então é difícil avaliar com precisão, afinal eu nunca gosto totalmente do resultado final dos meus trabalhos. Poderia destacar que, como a história foi feita em 2010 e apenas quatro páginas desenhadas no ano passado, há uma certa variação na qualidade do traço. Vou deixar para o leitor fazer a avaliação final.
  Quando terminamos Cellatrix descobrimos algumas obras como Mirai Nikki (de Sakae Esuno) e Greed Packet Unlimited (do brasileiro Kamiya Yuu) que abordavam temas similares. Ficamos meio intimidados, porém, no final das contas resolvemos publicar assim mesmo. Esperamos os leitores gostem e, por favor, comentem se gostaram ou não, para que possamos decidir se transformamos o oneshot em série ou deixamos cair no limbo do ostracismo.
  Leia Cellatrix na revista digital Conexão Nanquim ou aqui mesmo no blog através do link Quadrinhos.

  Cara, que maaasssaaaa!!!
  Foi essa a reação que tive quando li esse mangá fenomenal.
  Essa semana, no Conequim, estreou uma nova série, escrita e desenhada por Heitor Amatsu. Heitor já havia atraído a minha atenção antes com "O Rei da Magia", do qual só li três páginas (não sei se houve outras). Mas achei que no fim ele não levaria pra frente e acabei esquecendo. Não conheço muito do trabalho do cara além do que falei, portanto vou me limitar em analisar apenas a obra como trabalho de estréia, sem base em precedentes. A sinopse é simples e aparentemente desinteressante. É mais ou menos assim:
  A maioria das pessoas, quando fazem aniversário, se reúnem em uma comemoração e cantam a velha canção que todo mundo sabe de cor, culminando na tradicional onomatopeia Rá Tim Bum. O que ninguém sabe é que essa palavra é capaz de invocar um mal, uma criatura das trevas denominada Papa-Almas, que surge na frente do aniversariante e... papa a sua alma. Gabriela é uma garota que presenciou o momento em que, estranhamente o Papa-almas entrou no quarto de seu pai e devorou sua alma (do pai, não dela), mesmo sem ter sido pronunciada a palavra mágica. A partir de então Gabriela passa a dedicar a vida em virtude da vingança contra o monstro que roubou a vida de seu pai.
  Certo, vamos aos comentários.
  Recentemente surgiu uma lenda virtual que se propagou pelas redes sociais sobre a palavra ra-tim-bum ser de origem persa e ter sido usado em rituais satânicos durante a idade média. Segundo o texto vinculado nas redes sociais a palavra significa algo como "eu amaldiçoo você", e por isso acontecem coisas ruins depois de aniversários. Não sei se Amatsu se inspirou nessa lenda urbana, mas se fez, o fez muito bem.. Embora a premissa básica seja um clichê já visto em várias obras (o protagonista buscando vingança pela morte de um ente querido), o que cativa em Rá-Tim-Bum é a narrativa clara e instigante. O autor faz questão de deixar lacunas no momentos oportunos, explicando apenas o necessário para que o leitor continue a ser conduzido pela história. Gostei principalmente da parte em que aparece André, o entrometido (candidato a personagem favorito da série), que já entra botando moral e levantando algumas questões interessantes (que não vou mencionar pra evitar spoilers). O momento em que ele responde sobre como conseguiu o livrinho que o Papa-almas tanto teme é hilário. Além de tudo o mangá é autêntico. Embora com características inspiradas no quadrinho oriental, a história contada é legítimamente brasileira. Nada de nomes desnecessariamente orientalizados. Pelo menos até agora não notei nada que não possa ser identificado claramente por qualquer brasileiro. O próprio tema principal é um termo usual da nossa cultura.
  Quanto à arte, dispensa comentários. Mas como sou chato, vou comentar assim mesmo.
  Parece que os artistas nacionais estão adquirindo um estilo bem peculiar. Apesar da veia mangá, pode-se notar influências cartunescas no traço de Heitor, e uma suavidade descansada que tenho notado em muitos outros artistas como Iuri Kroth e Raphael Hardt. Quem sabe, aos poucos desenvolvemos uma nova estética genuinamente brasileira... quem sabe...
  Enfim, não dá pra saber se a série vai continuar mantendo a qualidade, se os mistérios propostos no primeiro capítulo serão bem explorados ou se tudo vai virar uma decepção. Não sei, mas sem dúvida Rá-Tim-Bum soube causar uma boa primeira impressão. Legítimo, criativo e surpreendente. Essa é a impressão que fica nesse primeiro capítulo. Leia
Pode ser que você goste...


  Já faz algum tempo que não posto nada aqui. Mas isso tem um motivo muuuito justo. É que mudei de setor e na nova sala não tenho um computador só pra mim. É, eu escrevo essas merdas no intervalo do serviço, afinal tô sem computador desde o início do ano.
  Mas, enfim, mediante a proximidade do fim do prazo para arrecadação de verba pro projeto de lançamento da segunda edição de Tools Challenge, sobre o qual já falei aqui anteriormente, resolvi entrar na campanha de divulgação da obra. E pra você que ainda tem dúvidas se contribui com esse projeto ou continua juntando grana pra comprar o PS4, lá vai uma lista de 10 motivos para contribuir com essa proposta bacana pra caramba.

  Mas, caso você confie cegamente na minha palavra, então vai logo lá e colabore. Se não, continue lendo:

Motivo 1- Confiança
Max Andrade já provou ser um cara de palavra. Na primeira edição ele prometeu um material de qualidade e foi apenas isso que ele nos mostrou, um material de altíssima qualidade por um preço acessível e uma boa história pra nos entreter. Então podemos ficar tranquilos que o que o cara tá prometendo nessa 2ª proposta é garantido.
Motivo 2- Honestidade
Sim, já vi muito projeto no Catarse que só abre mão do volume impresso a partir da terceira ou quarta recompensa. E haja enrolação com pdf e CD. O Max já coloca logo na recompensa de 20 mangos a revista impressa e isso estimula bastante os mais pé-rapados como eu.
Motivo3- Histórico de boas obras
Nunca li uma história feita por Max Andrade que não tenha gostado no fim. Pra falar a verdade, sim, eu já li uma que não gostei. Pré - O Drama da Escolinha não me agradou lá tanto assim. Mas, não posso chamá-la de ruim, apenas não me agradou, só isso. A qualidade da história, tanto em enredo quanto em narrativa e desenho, foram muito bem executados. O fato de não ter me agradado é questão de gosto pessoal, nada mais. De resto só tenho elogios, e Tools já mostrou sua qualidade no primeiro volume com um enredo interessante que prende o leitor principalmente pelos momentos dramáticos muito bem explorados.
Motivo4- Recompensas bacanudas
Já notei que a maioria dos projetos que fracassam no Catarse tem umas recompensas tão mixurucas que dá dó. É claro que uma boa obra sempre será uma boa obra, independente de suas recompensas. Mas estamos falando de projeto para financiamento coletivo. o sucesso vai depender do quão interessante ele se mostra para o público, e nesse aspecto as recompensas são fundamentais. E eu gosto desse lance de fazer recompensas criativas que tem a ver diretamente com a obra, tipo a chave Grifo série ouro. Tem até uma action figure, cara! Pena que não tenho grana pra tanto.
Motivo5- Credibilidade
O Max já provou que acredita na proposta do financiamento coletivo, não só colocando o projeto dele lá pra ser financiado, mas também colaborando com outros. O cara já apoiou 14 projetos até hoje. Putz, eu só apoiei 2 e fico me achando. Max Andrade já ajudou muita gente a ter sucesso em seus projetos. Talvez você pretenda lançar um projeto no futuro. Saiba que o Max é um cara com quem se pode contar (mas não venha com um projeto imundo querendo que o cara apoie né?).
Motivo6- Seu nome na história
Sabe lá se Tools não vai se tornar um tremendo blockbuster no futuro. Já pensou você poder dizer que foi um dos responsáveis pelo início de um clássico? Sem falar que você pode faturar uns bons trocados com a edição nº 2 de Tools Challenge daqui a 70 anos.
Motivo7- Vídeo de apresentação com estilo
O cara usou um óculos escuro super estiloso só pra apresentar o projeto. Galera, isso com certeza vale alguma coisa.
Motivo8- Saiu na Neo Tokyio
Pô, saiu na Neo Tokyo, cara, quer mais o quê? Foi uma matéria de duas páginas, sério!
Motivo9- O Egoman diz que é bom, e isso já é suficiente
Motivo10-
Não consegui pensar em nenhum outro motivo, mas dane-se, só faltam 12 dias contando de hoje! Então para de perder tempo lendo blog inútil na internet e vai colaborar!

Agora um oneshot muito batuta que saiu essa semana na Conequim, do nosso ilustríssimo vencedor do BMA, Kaji: Pet Cemetery.
Honestamente, a primeira versão publicada no DPZine era bem melhor. Mas aí é conversa pra outro post. até mais.
Clique na imagem para ler o mangá


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