Posted by : Wagner Elias
12 maio 2014
Cara, que maaasssaaaa!!!
Foi essa a reação que tive quando li esse mangá fenomenal.
A maioria das pessoas, quando fazem aniversário, se reúnem em uma comemoração e cantam a velha canção que todo mundo sabe de cor, culminando na tradicional onomatopeia Rá Tim Bum. O que ninguém sabe é que essa palavra é capaz de invocar um mal, uma criatura das trevas denominada Papa-Almas, que surge na frente do aniversariante e... papa a sua alma. Gabriela é uma garota que presenciou o momento em que, estranhamente o Papa-almas entrou no quarto de seu pai e devorou sua alma (do pai, não dela), mesmo sem ter sido pronunciada a palavra mágica. A partir de então Gabriela passa a dedicar a vida em virtude da vingança contra o monstro que roubou a vida de seu pai.
Certo, vamos aos comentários.
Recentemente surgiu uma lenda virtual que se propagou pelas redes sociais sobre a palavra ra-tim-bum ser de origem persa e ter sido usado em rituais satânicos durante a idade média. Segundo o texto vinculado nas redes sociais a palavra significa algo como "eu amaldiçoo você", e por isso acontecem coisas ruins depois de aniversários. Não sei se Amatsu se inspirou nessa lenda urbana, mas se fez, o fez muito bem.. Embora a premissa básica seja um clichê já visto em várias obras (o protagonista buscando vingança pela morte de um ente querido), o que cativa em Rá-Tim-Bum é a narrativa clara e instigante. O autor faz questão de deixar lacunas no momentos oportunos, explicando apenas o necessário para que o leitor continue a ser conduzido pela história. Gostei principalmente da parte em que aparece André, o entrometido (candidato a personagem favorito da série), que já entra botando moral e levantando algumas questões interessantes (que não vou mencionar pra evitar spoilers). O momento em que ele responde sobre como conseguiu o livrinho que o Papa-almas tanto teme é hilário. Além de tudo o mangá é autêntico. Embora com características inspiradas no quadrinho oriental, a história contada é legítimamente brasileira. Nada de nomes desnecessariamente orientalizados. Pelo menos até agora não notei nada que não possa ser identificado claramente por qualquer brasileiro. O próprio tema principal é um termo usual da nossa cultura.
Quanto à arte, dispensa comentários. Mas como sou chato, vou comentar assim mesmo.
Parece que os artistas nacionais estão adquirindo um estilo bem peculiar. Apesar da veia mangá, pode-se notar influências cartunescas no traço de Heitor, e uma suavidade descansada que tenho notado em muitos outros artistas como Iuri Kroth e Raphael Hardt. Quem sabe, aos poucos desenvolvemos uma nova estética genuinamente brasileira... quem sabe...
Enfim, não dá pra saber se a série vai continuar mantendo a qualidade, se os mistérios propostos no primeiro capítulo serão bem explorados ou se tudo vai virar uma decepção. Não sei, mas sem dúvida Rá-Tim-Bum soube causar uma boa primeira impressão. Legítimo, criativo e surpreendente. Essa é a impressão que fica nesse primeiro capítulo. Leia
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Na boa...Heitor meu chapa vc é foda!
ResponderExcluirFoda mesmo!
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