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Galera, se liga que o resultado do Brazil Mangá Awards tá beeeeem aí!!!!
Semana passada perguntei pra JBC qual é a desse concurso e eis que hoje os caras responderam!! Bem, eles foram espertos e só me responderam depois que já tinham publicado no site pra parecer que tô desatualizado, mas tudo bem, eu faço a mesma coisa quando atraso um trabalho com meus clientes, hehehe. O importante é que responderam e, adivinha só...
Isso mesmo, o resultado do concurso já tem data marcada e não vai ser só uma notinha na página oficial ou no canto direito da página da Henshin não. Vejam aí a resposta deles:

Olá Wagner,


Temos a intenção de fazer próximas edições, sim.

Vamos ver como as coisas caminham.


Estamos trabalhando, também, para que a antologia dos

mangás vencedores sejá de boa qualidade, assim como
nossos mangás.Pode ter certeza de que também queremos
que o concursocorra da melhor maneira possível, para a
nossa alegria, eprincipalmente a dos mangakás que nos
enviaram suas obras.

Falando nisso, os vencedores serão divulgados

no Henshin+, portanto fique ligado nas nossas novidades!


Os vencedores serão anunciados no evento anual da editora, o Henshin+ 2014. Além do anúncio vai rolar um bate papo sobre quadrinhos nacionais e uma palestra que trará novidades sobre a editora. Fico me perguntando que novidades são essas, já que a frase que fala das tais novidades está no mesmo parágrafo que fala do bate papo e do anúncio do concurso. Será que tem alguma relação, tipo a intenção da editora de contratar artistas brasileiros? Sei lá, posso tá viajando, mas quem não gosta de viajar?
Veja os detalhes no site da Henshin.


Agora uma promessa pessoal. Se eu não estiver entre os vencedores prometo ler Naruto inteiro (até quando acabar), e sem cortar meus pulsos.
E como sou um cara legal não vou terminar esse post com uma imagem do Naruto, mas sim desse mangá esplêndido que estou acompanhando e que, infelizmente, está prestes a ser cancelado.

Clique na imagem para ler o mangá
Doubutsu no Kuni

Editado dia 24/03: A propósito, esqueci de dizer que a data do evento é dia 29 desse mês, então ainda temos aí alguns dias de angústia pela frente.








Dando continuidade à matéria iniciada semana passada trago a segunda parte da análise sobre as gerações do mangá brasileiro e os motivos pelos quais não temos até hoje um mercado nacional no gênero. Vamos então para o terceiro período do mangá nacional:

Década 2000
Essa década foi marcada pelo auge e súbita decadência do mangá nacional. Nesse período um bom número de artistas já se destacava no mercado editorial e, aos poucos, levantavam suas paredes sobre o alicerce construído na década anterior. 
O impulso gerado pela Animax anos atrás estava ganhando estrutura e logo poderia se consolidar.
Até então a Trama era a única editora que conseguia publicar material nacional com bons resultados, mas a partir do início dessa nova década, outras editoras resolveram apostar no segmento e lançaram diversos títulos fazendo desse período o mais prolífero até hoje. Até 2004 tivemos um número considerável de títulos brazucas estampando as prateleiras das bancas. A Trama continuava sua linha editorial com Victory, Tsunami, Ethora dentre outros, além de republicações de Holy avenger.


 
Outras editoras como a Kingdom Comics, Brainstore, JBC e Panini também tentaram investir em títulos nacionais, mas o que se pode notar é que todas elas estavam entrando meio hesitantes, em geral não apostando muito alto.

Ainda no ano 2000 a editora Escala tentou entrar nesse mercado publicando a revista Desenhe e Publique Mangá, que seguia um padrão parecido com o usado nas antologias Japonesas. Mais tarde ela tentaria de novo com a Talentos do Mangá, ambas, porém, sem grandes resultados já que publicava histórias fechadas sem continuação.

2002 foi o ano mais fértil tendo um grande número de publicações. Nessa época tinha até uma boa divulgação nas revistas especializadas. Cheguei inclusive a comprar alguns como Fighter Dolls e Combo Rangers. 
Sim, os mangás nacionais realmente estavam ganhando qualidade naquela década. Acredito que essa evolução poderia levar a uma futura consolidação do gênero no país, não fosse por um detalhe.


Por que não deu certo?
No ano 2000 a editora Conrad trouxe pela primeira vez para as nossas terras um título originalmente Japonês. É verdade que já haviam sido publicados mangás no Brasil como Ranma 1/2, mas dessa vez estava-se fazendo algo realmente novo. Diferente de tentativas anteriores a Conrad apostou num formato mais parecido com o original optando por não espelhar as páginas (como se fizera em tentativas anteriores) e lançando mais capítulos por edição. A proposta da Conrad foi excelente para o mercado de mangás no Brasil, mas não para o mangá brasileiro. Como assim? Como já expliquei anteriormente o mangá nacional, apesar de sua rápida evolução entre os anos 90 e 00, ainda não estava pronto para competir com os títulos internacionais que surgiriam a partir de então
Tá certo que não precisa muito esforço pra desenhar como o kurumada mas... ah vá, né?

Foi aqui que começou a decadência do mangá made in Brazil. À medida que foram surgindo mais títulos japoneses os nossos mangás foram perdendo cada vez mais o espaço que ainda nem haviam conquistado por completo. Se você for reparar bem, os motivos que levaram ao surgimento de um público em potencial para esse produto nacional não foi a sua qualidade, mas sim a falta de material de melhor qualidade. É tipo quando você compra Dolly porque não tem Coca Cola na prateleira.

Não posso garantir quais seriam os rumos tomados pelo mangá nacional sem a competição estrangeira, mas não tenho dúvidas de que este foi um fator relevante para o enfraquecimento do produto nacional. Em contrapartida, embora o mercado para esse produto tenha se acanhado, os artistas não. Com o passar do tempo o artista inexperiente que outrora não se equiparava ao estrangeiro continuou evoluindo e os resultados vieram na década seguinte.

Década 2010
Enfim chegamos ao nosso tempo. Cerca de 5 décadas se passaram desde as primeiras manifestações do mangá no Brasil e o que mudou de lá pra cá? Alguns pessimistas costumam dizer que não mudou nada, mas eu digo que sim, mudou muita coisa. Estamos deixando de ser amadores e nos tornando a cada nova página mais próximos de verdadeiros profissionais. Então o que falta?
A década atual começou com a timidez herdada da década anterior. Poucas editoras se arriscam nesse mercado e as poucas que o fazem, fazem de forma "segura" o bastante para evitar prejuízos.Talvez a que mais se arriscou tenha sido a HQM que, logo em 2010 inicia o selo HQMangá através do qual investe em títulos nacionais com a publicação das séries "Vitral" e "Príncipe do Best Seller", ambos produzidos pelo Futago Estúdio, e no ano passado "Vidas Imperfeitas" de Mary Cagnin. Tivemos nesses últimos anos alguns outros títulos lançados por aí como DBride de Marcelo Casaro e Erica Awano,  e o bem sucedido Ledd de J.M. Trevisan e Lobo Borges.




Outras editoras publicaram uma coisa aqui, outra ali, algumas se limitando a incluir histórias curtas em algumas páginas de revistas informativas, mas nada muito ousado. Mas, quando ninguém esperava, surge uma luz no fim do túnel. Em 2011 Alexander Lancaster anuncia a criação de uma editora independente que funcionaria seguindo o modelo das antologias japonesas. Na época eu cheguei a comentar sobre como eu acreditava nesse projeto não como algo que necessariamente daria certo, mas como um precursor de uma nova era para o mangá brasileiro. E, de fato não deu certo. Entretanto, a proposta de Lancaster deu a vários autores novatos uma motivação e a chance de se unirem. 
Através de um grupo não oficial do Facebook os fãs da revista de Lancaster acompanharam juntos a ascensão, decadência e extinção da publicação. Neste ínterim aqueles fãs/autores foram se conhecendo e estabelecendo um vínculo que se consolidou à medida que compartilhavam de um ideal comum. Assim surgiu a revista digital nanquim que se propunha a fazer o que a Ação não conseguiu. Sem meter os pés pelas mãos a Nanquim Digital, como era intitulada na época, se limitou à publicação online e vem se mantendo até hoje com um público fiel.



Recentemente uma série publicada na revista foi impressa de forma independente através do sistema de financiamento coletivo pelo Catarse. Estou me referindo ao divertido Tools Challenge, de Max Andrade, que conquistou um público grande suficiente para fazer uma vaquinha e financiá-la. A própria revista digital teve uma edição especial impressa e está em processo de distribuição graças ao mesmo sistema de financiamento. Aliás, o Catarse, principal comunidade de financiamento coletivo do Brasil, tem sido responsável por um número cada vez maior de mangás publicados de forma independente.




Brazil Mangá Awards - por que?

Não posso dizer com certeza o que levou a editora JBC a lançar um concurso de mangá, mas dá pra imaginar. Após essa análise que acabei de fazer dá pra ver claramente que o mangá brasileiro está ganhando força novamente. Não sei se será apenas mais uma onda passageira ou se o mercado está abrindo as portas definitivamente para esse produto. O fato é que o já não somos mais tão amadores quanto antigamente. Mesmo sendo poucas, já existem obras capazes de competir com as japonesas e a JBC já percebeu isso. O meu medo é que a editora esteja tendo apenas uma visão superficial da situação ( notando que essas obras tem conseguido angariar público mesmo de forma independente) sem entender os fatores responsáveis por isso. Se a JBC começar a ver o potencial de cada obra e souber investir nisso, acredito que em pouco tempo teremos um mercado nacional consolidado.
Entretanto, precisamos esperar pra ver os resultados. Até lá o que resta é torcer para que a editora faça uma boa campanha publicitária, assim como faz com as obras estrangeiras que publica.

Leia a 1ª parte AQUI.





















Antes de tudo aviso que esta matéria está dividida em duas partes só pra não assustar os mais indispostos. Dito isso, vamos ao que interessa:

Estamos há um mês e alguns dias desde o encerramento das inscrições para o pouco comentado concurso de mangá da editora JBC mais conhecido como Brazil Mangá Awards. Mas, apesar de poucos, tenho percebido que os comentários não tem sido muito favoráveis. Dentre as reclamações mais frequentes a que mais tenho visto é com relação à ausência de um prêmio em dinheiro para os 5 selecionados que gastaram dias de suor e nádegas doloridas para produzir suas obras dentro do prazo.
De fato, não é muito empolgante a ideia de trabalhar de graça apenas pela satisfação de ver seu trabalho realizado. Ou você já viu um médico que atende seus pacientes de graça só por prazer (a menos que ele seja herdeiro de um ricaço ou coisa parecida)? Não minha gente, ninguém quer fazer isso. Por outro lado eu pergunto a você aí do outro lado da janela, que gostaria de trabalhar fazendo aquilo que seus pais sempre lhe disseram que não teria futuro algum: quais as chances de seus pais estarem certos? Quantas oportunidades você já teve de empregar-se como quadrinista?
Digite no Google a combinação oportunidade+emprego+quadrinista e veja os resultados.


Onde quero chegar? Veja bem, no Brasil já existe um número considerável de pessoas que, como você, querem fazer de seus dotes quadrinistícos sua profissão. Tenho que admitir também que de uns tempos pra cá tem surgido artistas cada vez mais competentes nessa área. Mas o fato, meu amigo, é que as editoras estão pouco se lixando pro seu ideal de vida ou seu talento nato insuperável. O que lhes interessa é se vai dar lucro ou não, e convenhamos, no Brasil quadrinhos nacionais ainda é um terreno arenoso e nenhuma editora quer ser a primeira a explorá-lo assim, sem nenhum tipo de garantia - ainda mais se levarmos em conta que as tentativas do passado foram todas frustradas. Mas eis que surge uma proposta que dará ao aspirante a quadrinista a oportunidade de publicar seu trabalho de forma profissional, e essa proposta vem de onde? Sim, da segunda principal editora de mangás do país, a JBC.
Mas, e aí, vai vingar? Antes de qualquer conclusão é preciso uma análise, e nesse caso não se limita a uma análise do concurso em si, mas de todo um panorama que o antecedeu e abriu os olhos da editora para esse mercado. Afinal, não somos ingênuos de acreditar que a JBC só está sendo bacana. Então, convido você a relembrar as primeiras tentativas de se investir no gênero, traçando um perfil do mangá nacional no decorrer das ultimas décadas. Vou fazer então uma análise em quatro etapas, retratando quatro períodos diferentes para o mangá nacional, as principais investidas em cada período e o que não deu certo em cada um deles.

Décadas 60-80
Não, não foi na década de 90 que o mangá aportou no Brasil pela primeira vez. Já nos anos 60 vimos surgir os primeiros artistas de quadrinhos aderindo à estética do mangá. Minami Keizi e Claudio Seto lançavam naquela década, pela editora EDREL, as primeiras histórias em quadrinhos inspiradas em obras nipônicas. Tupãzinho, Ninja - O Samurai Mágico e Álbum Encantado foram alguns dos títulos que saíram entre as décadas de 60 e 70, e introduziram a estética no país. Sobre esse período não tenho muito o que relatar além do que ouvi de terceiros. O que posso dizer é apenas a impressão que tenho do que foi aquela época, que me parece ter sido o período mais espontâneo e honesto no que diz respeito ao objetivo inicial. Digo isso porque, aparentemente, os autores que se aventuraram nesse caminho incerto, não o fizeram por influência da modinha do momento ou por ser mais lucrativo (claro que havia interesse comercial, mas o estilo não era usado como estratégia para potencializar o interesse do público). A influência que tiveram parece ter sido natural e sem grandes pretensões. Não tive oportunidade de ler muitos desses quadrinhos, mas os poucos que li gostei.
                    

O que não deu certo?
Apesar do pioneirismo, essas obras não se tornaram tão influentes a ponto de difundir o estilo no país. O público não sabia nada sobre mangá nem se interessava em saber. O estilo adotado por aqueles artistas parecia ser apenas um estilo próprio que chegava a causar estranheza algumas vezes, mas nada suficientemente impactante que pudesse gerar um público específico. Precisava-se de uma motivação. Algo que estimulasse o interesse do público e gerasse não só leitores dispostos a consumir aquele tipo de material, mas também artistas que aderissem ao novo estilo.

Década 90
Foi por volta da primeira metade dos anos 90, com o sucesso de Cavaleiros do Zodíaco, que acendeu-se o estopim para um boom de títulos nacionais que surgiriam nos anos posteriores. A invasão dos animes, entabulada pelos protetores de Atena foi o motor que impulsionou a produção nacional. Em 1996 a editora Magnum, que publicava com sucesso a revista informativa Animax, lança o fanzine Hipercomix, uma paródia escrachada das séries que faziam sucesso na época. Junto com esse título a editora publicou também o mangá do Megaman. Sobre este último vou me demorar um pouco mais pois se trata de uma das mais ousadas manifestações do gênero em território nacional. Na edição 13 da revista Animax eram apresentados os desenhistas de Novas Aventuras de Megaman, o novo título da editora. Na falta de recursos pra pagar artistas profissionais (os próprios editores trabalharam de graça por cerca de 10 edições) Sérgio Peixoto, o editor chefe, teve a feliz ideia de convocar leitores que estivessem dispostos a desenhar as páginas da revista, e em troca receberiam como pagamento a edição que desenhou. Essa iniciativa representou uma grande contribuição para o quadrinho nacional, revelando nomes importantes como Edu Francisco e Daniel HDR. O mais bacana é que, na negociação com a Character, empresa licenciadora da franquia, foi oferecido aos editores o mangá original, mas eles não aceitaram, preferindo a produção inteiramente nacional, um verdadeiro exemplo de incentivo artístico.
Foi no fim desse período, em 1998, que surgiu o mais bem sucedido mangá nacional até hoje publicado, Holly Avenger, de Marcelo Cassaro e Erica Awano (que fora uma das revelações anos antes como desenhista da edição 4 de "Novas Aventuras de Megaman). Além deste tivemos a adaptação de Street Fighter, pelos mesmos artistas, e Mortal Kombat, tendo Cassaro como roteirista e desenhado por outro filho da revista do Megaman, Edu Francisco.






















Também em 98 a editora M&C fez uma tentativa frustrada com a revista Mangá Booken, que seguia os moldes dos almanaques japoneses (ou pelo menos tentava). A revista não vingou e foi cancelada em sua quarta edição, não representando muita relevância para o mercado nacional. A curiosidade que posso citar é que o Studio Seasons participou das duas primeiras edições dessa revista.




Por que não deu certo?
Essa geração parecia bastante promissora com boas iniciativas que funcionaram a princípio, mas que foram vítimas do amadorismo. Na verdade esse não foi exatamente um fator determinante se levarmos em conta que todo pioneirismo é caracterizado pelo amadorismo. Claro que as publicações que surgiam naquela época poderiam evoluir e, aos poucos, construir seu alicerce no mercado editorial. O problema foi o choque ocorrido na década seguinte com o lançamento de mangás originais do Japão com qualidade descomedidamente superior. Não dava pra competir com títulos como Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco - não haviam artistas com experiência suficiente para tanto. O público perdeu o interesse por obras nacionais e migrou para os títulos japoneses sem dó nem piedade, afinal o público não quer saber o que o artista teve de enfrentar, quantas horas de sono perdeu ou quanto suor derramou, o que ele quer é qualidade, e nesse aspecto o Japão era indiscutivelmente superior.

Até aqui falamos sobre os dois primeiros períodos do mangá nacional. No próximo post continuo com a segunda parte. Até lá!

Leia a 2ª parte AQUI.

Alô alô amiguinhos!
Vocês já devem saber que recentemente a Shonen Jump lançou uma competichan que fez fanzineiros do mundo inteiro (em especial os do Brasil que não costumam ter chances de publicação a menos que saiam do país) se contorcerem de emoção em cima da cadeira e espirrar o nissim na tela do PC.

Pra quem tá por fora vou explicar: é que a editora mãe de sucessos como Dragon Ball, One Peace e Naruto está lançando um concurso de mangá aberto ao público mundial, incluindo nós daqui do Brasil (veja o site oficial aqui). O grande diferencial do concurso é que serão aceitos trabalhos em três idiomas diferentes: japonês, chinês e inglês. Ou seja, é a chance dos brasileiros (pelo menos da menoria que sabe ingrêis), de mostrar sua arte para o mundo e provar a seus pais que seus rabiscos servem pra alguma coisa. Mas, será que dá pra nós?

Tem muito carinha por aí que acha que sua história é a última bala que matou a coca cola do deserto, mas será que é mesmo? Lembre-se que estamos falando da Shonen Jump, não do jornal de 25 centavos que você compra na parada de ônibus. Então temos que refletir melhor e pensar honestamente se nossa ideia é mesmo tão boa assim. Mas, o que define se uma história é boa ou não? Sua mãe diz que você é um talento nato e seus colegas de escola falam que você é o diabão do desenho? Tá, mas sua mãe não é exatamente uma expecialista na área (talvez seja, mas se for então pare de ler isso e vá pedir conselhos pra ela) e, mesmo que você desenhe realmente bem, isso não basta pra que sua história fique entre as premiadas da Jump. Então, como criar um mangá que seja mais do que legalzinho? Como desenvolver uma ideia que se destaque de todas as outras que vemos aos montes por aí? Enfim, como ser notado pela Weekle Shonen Jump?
Por conta de tais questionamentos me proponho a apresentar aqui alguns pontos que poderão lhe ser úteis na hora de compor suas páginas. Lembrando que não se trata de uma receita que deve ser seguida à risca, mas de um conjunto de princípios que poderão lhe guiar em um caminho que você mesmo vai traçar.

Resolvi dividir a matéria em tópicos que postarei esporadicamente aqui, pois se eu colocasse tudo de uma vez você provavelmente não ia ter paciência de ler até o final. Então, comecemos pelo nâmbou uan:
1-      Defina o que você quer fazer.
O que você quer fazer?! Esta ideia pode parecer óbvia, mas muita gente costuma confundi-la com outra bem parecida: “o que você quer ver”.
Como assim? Ora, pergunte a si mesmo, o que eu gosto de ver? Quais os meus mangás, animes, filmes favoritos? Quais os títulos que mais me influenciam? Até que ponto os elementos presentes nesses títulos estão presentes na minha obra? Se você fizer uma análise franca com base nessas questões talvez chegue a respostas desapontadoras.

Pois bem, vamos fazer aqui uma breve simulação. Vamos pensar que você esteja acompanhando agora os capítulos de One Peace. No momento atual é a sua maior influencia em quadrinhos, seja pelo carisma dos personagens, pelo positivismo que move a história ou pelas reviravoltas que acontecem do nada fazendo você ficar constantemente a flor da pele apesar dos mais de 10 anos de série. Então você pensa: se eu fizer uma história em quadrinhos, quero que seja exatamente assim. E é aí que você se lasca.

Imagina uma merda como essa.
Eu costumo dizer que os extremos são sempre precipícios. Tudo bem que você admire certa obra ou se deixe inspirar pelo estilo narrativo de um autor ou outro, mas não seja extremista, encontre o ponto médio. Se você tiver em seu mangá um ou outro elemento que lembra One Peace, ou seja lá qual for que te inspire, tudo bem. Por outro lado, mesmo com um enredo totalmente diferente, pequenas características semelhantes, se usadas em excesso, podem fazer com que sua obra pareça (ou se torne) um plágio.
Fairy Tail é muito bom.
Porém muita gente considera  sua semelhança
excessiva com One Peace um ponto fraco.

Por isso é importante ter em mente a diferença entre as duas ideias que apresentei no começo. Não tente fazer sua história igual à do seu autor favorito. Não tente colocar na sua obra os mesmos elementos que fizeram daquela série o sucesso que ela é. Definitivamente, não faça isso, pois o fato de ter dado certo com alguém não quer dizer que vai dar certo com você. Pelo contrário, talvez não funcione justamente por já ter sido usado antes. É como aquele cara da assistência de celular que te passou um calote semana passada. Você provavelmente não vai cair no mesmo golpe da próxima vez (a menos que você seja uma pessoa realmente idiota). Isso mesmo, você é o cara da assistência técnica vizinha. Não use o mesmo golpe que seu rival, pois não vai funcionar*
*Não estou incentivando você a passar calote nos outros seu retardado. Isso é só uma analogia.

O próprio Oda se inspirou muito nas obras de Akira Toryiama,
mesmo assim consegue ser original.

Então, resumindo, o que você quer fazer não é o que você quer ver. Talvez você queira ver One Peace, ou talvez HunterxHunter, ou até mesmo aquele carinha que tem um diabo no bucho (como é mesmo o nome dele?). Mas você não pode querer fazer nenhum deles, pois todos já foram feitos por alguém. O que você quer fazer é algo completamente novo (ok, talvez não completamente), algo que as pessoas vejam e digam: “olha só, como eu não tive essa ideia”? igual a como você disse a respeito de One Peace quando o leu. Sacou?
Então, segue uma dica: não subestime suas ideias. Talvez em um pensamento idiota que você teve durante o intervalo para o almoço ou enquanto olhava pela janela do ônibus naquele engarrafamento. Enfim, qualquer ideia pode se tornar uma boa história, basta que você conte de maneira interessante e original. Mas sobre como fazer isso, eu explico em outro post.
Então é isso moçada, esse é apenas o primeiro tópico da matéria. Logo mais estarei aqui de novo com mais dicas.
Saudações pacóvios leitores deste blog frívolo!
Estava eu em um dia monótono no trabalho, no horário do almoço, digitando palavras aleatórias na busca do Google e clicando em “Estou com sorte”, quando, de repente eu acabei encontrando um blog que eu não conhecia, o Universidade dos Quadrinhos-DF, no qual havia uma matéria sobre o estrangeirismo nos quadrinhos brasileiros. Eu fiquei curioso, pois tanto o texto quanto a figura ilustrativa me pareciam bem familiares. E eram mesmo, afinal eram de autoria minha, olha só que coisa! Eu mesmo tinha escrito aquela matéria para postar no blog... blog... ah é, eu tenho um blog! Caramba, nem lembrava mais dessa espelunca aqui. Aí me deu vontade de revitalizar essa trepeça toda desorganizada e cheia de projetos interminados que a gente chama de GIBITALES.
Isso mesmo meus caros, resolvemos revitalizar o blog e tentar levar a sério dessa vez.
Observe que eu disse que vamos “tentar”, e isso não pode ser entendido como uma promessa. Digo isso porque no ano passado um dos autores deste blog, cujo nome é Rafael Santos eu não vou falar, prometeu assumir as rédeas e levar pra frente já que seu colega (no caso, eu) era um irresponsável que estava mais ocupado com coisas supérfluas como o casamento. Entretanto o tempo passa, o tempo voa e a Poupança Bamerindos continua numa boa, mas o blog parou por lá mesmo e, após os poucos posts que foram feitos durante o ano constatou-se que as promessas não passaram de promessas.
Por isso não prometo nada, mas espero ter tempo e determinação para levar adiante esse cafofo aqui. E seguindo a regra vou trazer como primeiro post os concursos que estão rolando por aí e que você vai participar e não ganhar de novo assim como das outras vezes.
Então, vamos a eles:
1-      I Concurso de Histórias em Quadrinhos de Cachoeiras de Macacu

Concurso destinado a qualquer pessoa do Brasil, embora leve o nome da cidade de Cachoeiras de Macacu. As histórias só serão aceitas caso abordem algum aspecto cultural da cidade que intitula o concurso, ou seja, nem pensar em fazer aquela sua história de ninja, samurai ou guerreiro medieval de RPG que você estava pensando agora mesmo.
As inscrições vão até 3 de junho, portanto, se você ainda não começou, largue internet de mão e vai desenhar Mané.
2-      7º Concurso Internacional de Mangá


 Essa é atrasada (e muito!). se você já tem um mangá pronto totalmente editado, só no ponto de enviar, então ainda dá tempo. Caso contrário, espere a próxima edição, pois as inscrições encerram já depois de amanhã. Confira detalhes no site do Consulado Geral do Japão.
3-        Shonen Jump Manga Competition


Pra você que sempre sonhou em ter seu mangá publicado na Shonen Jump, é a sua chance meu amigo! Estão abertas as inscrições para o primeiro concurso de mangá da revista a nível nacional! Isso mesmo, se você for o melhor entre os milhões do mundo inteiro que irão participar dessa bagaça, você terá a chance de ser visto pelos leitores do lado de lá do planeta, além de levar uns trocados pra casa, um valor equivalente a cerca de 50 mil doletas. Basta fazer um mangá no idioma japonês, chinês ou inglês e enviar pra eles até outubro desse ano. Acha que o tempo é curto? Então, mãos à obra.
Para fazer a inscrição, entre no site do concurso: http://henshin.uol.com.br/2013/05/27/shonen-jump-manga-competition/
Em primeiro lugar, pedimos desculpas aqueles que perdiam seu tempo acompanhavam este infame blog criado pelo Wagner e por mim (Rafael, caso não saiba). Ele ficou um tanto desatualizado por pelo menos 3 motivos:
  1. O Wagner agora é um homem casado, e, adicionando isso à sua lerdeza, só piorou as coisas.
  2. A verdadeira situação desta dupla em relação ao mundo que nos cerca pode ser encarada mais ou menos assim:
3. O tempo que temos, estamos desenhando, criando histórias, ideias e projetos, que vale mais a pena...
Bom, mas não se preocupem!! Estou tomando as rédeas aqui e as coisas vão andar! Agora vai!!

Como mencionado, esse post teria alguma relevância para os amantes e praticantes independentes da nona arte. Quer publicar o seu trabalho e deixar de ser só um mané rabiscando sem rumo na vida como eu?
Segue os links!!!

5º Concurso de Criação de Personagens: Informações aqui
A ideia é basicamente você criar um personagem atrativo o suficiente para ser usado em marcas de produtos ou coisa do tipo. Isso significa alguma grana oportunidade de mostrar criatividade.

12ª Feira de Hq do Piauí: regulamento aqui

Gostei desse concurso. Uma história de 8 paginas pode ser feita tranquilamente. O prazo pra enviar tambem é muito bom. O legal é que, quem concorre na categoria 'História em Quadrinhos', participa automaticamente das categorias 'Desenho para Quadrinhos' e 'Roteiro para Quadrinhos'. Vou atrás!!

E por último, o link da minha atual prioridade nessa área de concursos remunerados:

Prêmio Abril de Personagens 2012: regulamento aqui

Esse é o principal da minha lista. Confesso que entortei o bico pelo fato do projeto estar relacionado ao público infantil, que não é muito a minha praia. Mas a ideia que pretendo submeter a esse concurso é legal o suficiente para deixar gostos pessoais de lado. Esse concurso é realmente muito bom.

Então é isso pessoal! Não dá mais pra dizer que não há oportunidades de mostrar seu trabalho no Brasil. São poucas, mas estão aí. Então vamos arriscar! Mesmo que sua vertente artística não tenha muito a ver com tais projetos, não custa nada participar, exercitar sua versatilidade, profissionalismo e capacidade criativa! E há chances de ganhar um troco! Tá esperando o quê pra ter seu trabalho reconhecido? A shonen Jump te ligar?


O Concurso Avenida Marginal, agora na sua segunda edição, é uma iniciativa que fomenta a criatividade e o intercâmbio cultural. É dirigido a todos os cidadãos portugueses interessados pela arte da Banda Desenhada (HQ) e este ano, também a todos os cidadãos brasileiros e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Pretende-se que o grande sucesso obtido na primeira edição do concurso em 2009, especialmente a nível da qualidade dos trabalhos, alargue as suas fronteiras geográficas e culturais, abrangendo os países irmãos de língua portuguesa. O atual contexto em que se procura a convergência linguística entre os vários países através do acordo ortográfico, bem como um cada vez maior fluxo de informação e conteúdos culturais, legitima a abertura do concurso à internacionalização. Todos os trabalhos redigidos em português serão aceites, mesmo os que ainda não façam uso das novas regras. O tema desta edição é livre, de forma a estimular a criatividade no ato de contar uma história. Encoraja-se o recurso ao desenho e/ou outras técnicas de expressão artística analógica ou digital (ex.: fotografia, pintura, etc.). Os concorrentes são desafiados a contar uma história, um momento, um pensamento, um conceito ou uma tradição, recorrendo a uma única prancha. Trabalhos selecionados farão parte de uma exposição coletiva que integrará o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, organizado pela Bedeteca de Beja e terão ainda exposição virtual no sítio do Concurso Avenida Marginal.
Para mais detalhes veja o site oficial
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