Posted by : rafa santos
05 abril 2012
Olá ignóbeis!! Hoje vamos começar a falar sobre o que realmente interessa nesse blog! Narrativa! Isso mesmo amiguinhos! Para os amantes da arte de fazer historias em quadrinhos, tão necessário quanto o desenho, é a capacidade de saber conduzir a sua história de uma forma que atraia o leitor!
Aliás...se quiserem dicas na área de desenhos, recomendo o blog do meu colega Maurício! Não o de Sousa, mané. Me refiro a esse aqui.
Muito bem! Estão todos preparados? Vamos começar analisando o assunto que atualmente tem estado em grande parte dos meu projetos:
para ler mais clique
Calma meus amigos!! Não sou o dono da verdade!! Só sei que nada sei! Querer definir o que é engraçado ou não é pretensão demais, não acham? Entretanto é possível estabelecer alguns parâmetros sobre o tema, que podem nos ajudar a fazer histórias com algum humor. Talvez não uma história que se diga 'nossa, como é engraçado, tô mijando de rir', mas que pelo menos não provoque esse tipo de reação:

Pirates! de Yuri Landim. Leia aqui
Notem que os quadros 2 e 3 nos apresentam o que há de mais clichê no gênero 'histórias de pirataria':DVD´s de camelô A conquista de tesouros. Nesse momento a mente do leitor volta mais uma vez a seu banco de dados e associa o que lê ao que imagina sobre o assunto. Nesse momento, seu cérebro diz: 'Não precisa se alarmar, parece que é uma história de pirata como qualquer outra.'
Então somos supreendidos com os quadros 4 e 5. É nesses quadros que a mágica acontece. Somos pegos de surpresa com o tal 'tesouro'. E aqui que se produz o humor: Quando o raciocínio anteriormente estabelecido é abruptamente interrompido - A Quebra de Fluxo ( Usarei esse termo enquanto não pensar em algo melhor). Essa situação inesperada (e as consequências dela) são a parte engraçada dessa história (Leiam o resto no blog do Pirates!, que vale a pena!)e daí o riso nasce.
Enfim...toda essa análise teórica ocorre em questão de minutos, nem a fiz tão exata assim, mas serviu para o propósito de começar a entender como desenvolver histórias engraçadas. Claro, há muito mais elementos a serem abordados...mas o princípio básico é esse - A quebra de fluxo: Estabelecer uma situação, que, uma vez assimilada pelo leitor (que passa a prever seu desdobramento), vem a ser 'derrubada ou quebrada' por um elemento adverso (uma ideia, frase, imagem diferente do que se previa). Se notarmos, isso está presente em quase todas as obras ditas humorísticas - dos episódios de Chaves a tirinhas de jornal.
Por enquanto era isso que tinha para comentar sobre o assunto. Não esqueçam de comentar sobre o texto e/ou adicionar outras informações relevantes a respeito do tema.
Não entederam tudo que escrevi aqui? Leiam novamente.
Não gostaram? Paciência, afinal...escrever sobre humor não tem graça nenhuma.
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Aliás...se quiserem dicas na área de desenhos, recomendo o blog do meu colega Maurício! Não o de Sousa, mané. Me refiro a esse aqui.
Muito bem! Estão todos preparados? Vamos começar analisando o assunto que atualmente tem estado em grande parte dos meu projetos:
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Calma meus amigos!! Não sou o dono da verdade!! Só sei que nada sei! Querer definir o que é engraçado ou não é pretensão demais, não acham? Entretanto é possível estabelecer alguns parâmetros sobre o tema, que podem nos ajudar a fazer histórias com algum humor. Talvez não uma história que se diga 'nossa, como é engraçado, tô mijando de rir', mas que pelo menos não provoque esse tipo de reação:

Em minhas observações, percebo que o elemento chave para produzir algo engraçado é a quebra de fluxo(sim, eu acabei de inventar esse termo), alicerçada na bagagem de conhecimento previamente adquirido.
Para entendermos o raciocínio, vamos recorrer a um excelente exemplo de algo engraçado:
"Hã?"
Para entendermos o raciocínio, vamos recorrer a um excelente exemplo de algo engraçado:
DESCULPEM, FOTO ERRADA.
O exemplo é esse aqui:
Pirates! de Yuri Landim. Leia aqui
Percebam que a história, logo em seus quadros iniciais, aponta ao leitor o gênero de que se trata. É uma história de piratas. (Informação patrocinada pelo Capitão Óbvio)
Vamos analisar o processo que produzirá o humor! Acompanhem comigo!
Como leitores, imediatamente associamos o que vemos nesses quadros a todas as histórias de piratas que conhecemos, nossa impressão sobre elas, e o que sabemos do assunto. Essa é a bagagem de conhecimento previamente adquirido a qual me referi. E é aqui que entra a sagacidade do autor: Ele sabe que você sabe...e usa isso contra você.
Vamos analisar o processo que produzirá o humor! Acompanhem comigo!
Como leitores, imediatamente associamos o que vemos nesses quadros a todas as histórias de piratas que conhecemos, nossa impressão sobre elas, e o que sabemos do assunto. Essa é a bagagem de conhecimento previamente adquirido a qual me referi. E é aqui que entra a sagacidade do autor: Ele sabe que você sabe...e usa isso contra você.
Notem que os quadros 2 e 3 nos apresentam o que há de mais clichê no gênero 'histórias de pirataria':
Então somos supreendidos com os quadros 4 e 5. É nesses quadros que a mágica acontece. Somos pegos de surpresa com o tal 'tesouro'. E aqui que se produz o humor: Quando o raciocínio anteriormente estabelecido é abruptamente interrompido - A Quebra de Fluxo ( Usarei esse termo enquanto não pensar em algo melhor). Essa situação inesperada (e as consequências dela) são a parte engraçada dessa história (Leiam o resto no blog do Pirates!, que vale a pena!)e daí o riso nasce.
Enfim...toda essa análise teórica ocorre em questão de minutos, nem a fiz tão exata assim, mas serviu para o propósito de começar a entender como desenvolver histórias engraçadas. Claro, há muito mais elementos a serem abordados...mas o princípio básico é esse - A quebra de fluxo: Estabelecer uma situação, que, uma vez assimilada pelo leitor (que passa a prever seu desdobramento), vem a ser 'derrubada ou quebrada' por um elemento adverso (uma ideia, frase, imagem diferente do que se previa). Se notarmos, isso está presente em quase todas as obras ditas humorísticas - dos episódios de Chaves a tirinhas de jornal.
Por enquanto era isso que tinha para comentar sobre o assunto. Não esqueçam de comentar sobre o texto e/ou adicionar outras informações relevantes a respeito do tema.
Não entederam tudo que escrevi aqui? Leiam novamente.
Não gostaram? Paciência, afinal...escrever sobre humor não tem graça nenhuma.
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