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Galera, se liga que o resultado do Brazil Mangá Awards tá beeeeem aí!!!!
Semana passada perguntei pra JBC qual é a desse concurso e eis que hoje os caras responderam!! Bem, eles foram espertos e só me responderam depois que já tinham publicado no site pra parecer que tô desatualizado, mas tudo bem, eu faço a mesma coisa quando atraso um trabalho com meus clientes, hehehe. O importante é que responderam e, adivinha só...
Isso mesmo, o resultado do concurso já tem data marcada e não vai ser só uma notinha na página oficial ou no canto direito da página da Henshin não. Vejam aí a resposta deles:

Olá Wagner,


Temos a intenção de fazer próximas edições, sim.

Vamos ver como as coisas caminham.


Estamos trabalhando, também, para que a antologia dos

mangás vencedores sejá de boa qualidade, assim como
nossos mangás.Pode ter certeza de que também queremos
que o concursocorra da melhor maneira possível, para a
nossa alegria, eprincipalmente a dos mangakás que nos
enviaram suas obras.

Falando nisso, os vencedores serão divulgados

no Henshin+, portanto fique ligado nas nossas novidades!


Os vencedores serão anunciados no evento anual da editora, o Henshin+ 2014. Além do anúncio vai rolar um bate papo sobre quadrinhos nacionais e uma palestra que trará novidades sobre a editora. Fico me perguntando que novidades são essas, já que a frase que fala das tais novidades está no mesmo parágrafo que fala do bate papo e do anúncio do concurso. Será que tem alguma relação, tipo a intenção da editora de contratar artistas brasileiros? Sei lá, posso tá viajando, mas quem não gosta de viajar?
Veja os detalhes no site da Henshin.


Agora uma promessa pessoal. Se eu não estiver entre os vencedores prometo ler Naruto inteiro (até quando acabar), e sem cortar meus pulsos.
E como sou um cara legal não vou terminar esse post com uma imagem do Naruto, mas sim desse mangá esplêndido que estou acompanhando e que, infelizmente, está prestes a ser cancelado.

Clique na imagem para ler o mangá
Doubutsu no Kuni

Editado dia 24/03: A propósito, esqueci de dizer que a data do evento é dia 29 desse mês, então ainda temos aí alguns dias de angústia pela frente.









 Se você gosta de mangás, se interessa por produções independentes e tem acesso à internet, com certeza já viu ou ouviu falar de Tools Challenge. Pera, o que... saiu na Neo Tokyo? A, então desconsidere o último item, você não precisa nem ter internet.

  Desenhado, roteirizado e editado por Max Andrade, Tools Challenge vem se tornando cada vez mais conhecido nas esferas otakistas (essa palavra não existe) e conquistando um considerável número de fãs pelo Brasil, a ponto de, através do Catarse, juntar uma galera grande o suficiente pra bancar uma edição impressa compilando os 5 primeiros capítulos da série. A edição nº 1 de Tools foi um sucesso - esgotando em 6 meses - e agora o autor volta ao Catarse propondo a impressão do segundo volume da série.
O volume 1 impresso em excelente qualidade.

  Tools Challenge se ambienta em um mundo semelhante ao nosso, mas com uma estranha particularidade: todas as pessoas usam o super gel capilar do Kentaro de Ta no Sekai nascem com uma ferramenta e crescem junto com ela. Porém, alguns são especiais e possuem uma ligação vital com sua ferramenta, são os chamados série ouro. O que há de especial nisso? Nada além do fato de que não podem viver longe de sua ferramenta por mais de 15 anos. Ou seja, é como se você nascesse com seu coração separado do corpo, muito arriscado.
No mundo de Tools todos nascem com uma ferramenta.
  O protagonista é Raion, um série ouro que teve sua ferramenta roubada assim que nasceu. O coitado agora tá na segunda metade do seu décimo quarto ano de vida e conformado com a ideia de que morrerá dentro de alguns meses. A situação muda quando ele toma conhecimento de um torneio ilegal que dará como prêmio uma ferramenta série ouro que, pelo visto, parece ser a dele que fora roubada anos atrás. Agora, com uma esperança renovada, Raion fará de tudo para participar e ganhar esse torneio recuperando de volta sua ferramenta e, com ela, sua vida.
  Cara, minha mãe diz que eu só não perco minha cabeça porque ela tá presa no corpo. Série ouro não dava pra mim não.
  Max Andrade cativa o leitor com uma narrativa bem construída e boas doses de drama que, aliás, são o ponto forte da história. Logo no começo você se sente comovido com a situação irreversivelmente trágica em que se encontra o personagem. Como este, muitos outros momentos dramáticos vão sutilmente adornando a história, sem deixar de ser divertida.
Não, ele não tá no banheiro.
É apenas uma das cenas dramáticas de Raion.
Entretanto, Max peca exatamente onde a maioria dos autores novos pecam: tudo é desculpa pra ter porrada. Sim, apesar de abordar algumas questões interessantes, Tools acaba caindo no mais do mesmo, não sendo muito diferente dos shonens tradicionais. Nada contra, mas se quisermos competir com Narutos e One Peaces precisamos ter um diferencial, e não consegui ver um nesta obra.
Mesmo assim Tools Challenge já provou que tem fôlego pra seguir em frente e se consolidar nesse mercado tão escaço que é o nosso. Então, o que você tá esperando? Vai lá no Catarse e colabora.
Uma dica importante: faça os cálculos: faltam 36 dias para o final do prazo do projeto. Isso vai ser por volta do final de abril. Lembrando que o volume 1 demorou cerca de 3 meses desde o dia em que o projeto foi aprovado até o lançamento oficial. Se levarmos em conta que o Max tá entrando nesse projeto com mais planejamento e experiência vamos calcular aí uns 2 meses de produção, chegando a um possível lançamento em Junho. Cara, que boa oportunidade pra dar um presente de dia dos namorados supimpa!
Olha como as minas ficam alegrinhas:






Putz, até no Japão!







Depois da reformulação do sistema de leitura da revista, finalmente tive fôlego pra ler algumas séries que não tinha lido antes por pura preguiça. A única que eu acompanhava até então era Ego Man, até porque o Rafa me passa os arquivos assim que termina (sim, eu já li os capítulos 12 ao 14 e não vou contar pra ninguém, huauauahua).
O cenário super detalhado
é um dos pontos fortes da obra

  Ok, então resolvi fazer uma breve avaliação de cada uma à medida que eu for lendo e, começando pela que mais me surpreendeu, vou falar dessa série que me fez lembrar que não se julga um livro pela capa.
  Quando vi Ta no Sekai pela primeira vez logo a rotulei como uma obra amadora.
  Até gostei dos cenários bem detalhados, mas a arte meio relaxada e outros fatores que mencionarei mais à frente me fizeram torcer o nariz um pouquinho.

  A história se passa em dois cenários, o nosso mundo e um mundo paralelo conhecido como mundo das sombras. Nesse mundo paralelo habitam as contrapartes malignas de cada ser humano, que são as tais sombras.
  O protagonista, Kentaro, é um carinha tímido e com baixo autoestima cujo pai morreu quando tentava reagir a um assalto (isso não se faz). De repente o cara chega no quarto da irmã e vê um bicho esquisito trepado na cama dela com o olho arregalado e pronto pra atacar. O diabão revela ser a sombra maligna do cara que matou o pai de Kentaro e acaba levando o coitado pro mundo das sombras, onde ele descobre que tem um poder capaz de derrotar o bichão, mas ele não controla muito bem o poder e acaba ficando muito fraco ao usar. Depois disso uma garota da escola dele o salva e explica toda a situação, declarando ser uma espécie de guerreira do outro mundo. Ela o convida para ajudá-la a derrotar as sombras do mal e ele aceita na intenção de proteger sua família contra as possíveis ameaças das criaturas do mundo paralelo.
  Como você pode perceber a premissa é um tremendo clichesão. Mas, o que me atraiu nessa obra foi a forma anagnórica (essa palavra não existe) como o João Eddie conduz a história. Nada é previsível nesse mundo novo em que Kentaro passa a frequentar. Em quem confiar, por onde seguir, em que acreditar... questões como essas perturbam a mente do protagonista o tempo todo e quando ele acha que entendeu as coisas vem uma nova revelação que muda tudo. Quando ele pensa que tá lascado, o autor lança mão de um deus ex machina pra deixar tudo bacana e depois ferrar com tudo de novo. Mas, o bacana é que o Eddie faz tudo isso de forma consciente, sem deixar a história confusa, sem perder o foco.

  Mas, vamos falar mal um pouquinho, porque falar mal sempre dá mais audiência né?
Pra começar, não vi a menor necessidade de ter um título em japonês. Ta no Sekai poderia se chamar Mundo das Sombras (acho que é esse o significado) sem problema nenhum. Na verdade, toda a história poderia se passar no Brasil sem mudar nada de relevante. Por que os autores brasileiros ainda continuam insistindo nisso? Cara, nada contra fazer uma história ambientada em outro país, desde que haja necessidade. Se o cenário não for um fator pertinente, se não tem nenhum propósito para o andamento da história, não faz sentido que seja um lugar com o qual o leitor não tem a menor familiaridade.
Nomes, cenário e até onomatopeias japonesas!!!
É necessário?


Outra questão que me incomodou um pouco é a frieza com que os personagens reagem ao se deparar com situações totalmente extraordinárias. O que você faria se chegasse no quarto e visse uma criatura endiabrada na cama da sua irmã (sem ser o seu cunhado) tentando comê-la devorá-la? Não precisa responder.



Em TnS os personagens sempre aceitam muito fácil as coisas absurdas que acontecem com eles e isso tira um pouco do crédito da história. Você tem aquela sensação de estar assistindo a um ator que atua muito mal.

Por último vou sugerir ao João Eddie que preste mais atenção às explicações que dá para a ação dos personagens. Embora a trama seja bem amarrada ele ainda deixa algumas pontas soltas seguindo algumas vezes o caminho mais fácil para chegar ao conflito principal. Por exemplo, no início da história, quando Sanae explica ao Kentaro todas as coisas absurdas que ocorreram com ele e lhe propõe se tornar um guerreiro yohei, o cara topa a parada simplesmente porque quer defender sua irmã contra as criaturas malignas. Cara, se ele queria proteger a irmã, ele não tinha que ficar perto dela o tempo todo? Sei lá, pra ele tomar uma atitude tão extrema a ponto de ir atrás de tudo quanto é bicho em um mundo todo bugado quenem aquele, precisava de um motivo maior. Nem uma vingança pela morte do pai poderia ser considerada como motivação nesse caso, afinal a última essência do assassino já havia sido derrotada por ele mesmo.
Enfim, Ta no Sekai é uma série que me surpreendeu por sua qualidade narrativa admirável e, apesar de alguns contras, eu recomendo sem medo de superestimar.
Agora, só pra descontrair, alguém reparou que o Kentaro só usa o super gel capilar quando sai nas imagens de capa?
Com supergel

Sem supergel

Com supergel

Sem supergel

Com super gel

Sem supergel








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